“A TV Globo vem mudando a linha editorial dos seus telejornais, os apresentadores estão mais descontraídos, vivem fazendo piadinhas, além de comentam as notícias”
Vocês gostaram desse novo formato? Isso é bom para o jornalismo?
Bruno Carvalho estuda jornalismo na Universidade Nove de Julho
Guilherme Roque estuda jornalismo na Universidade Nove de Julho
Anderson Gomes estuda jornalismo na Universidade Nove de Julho
Rita Maria estuda jornalismo nas Faculdades Integradas Torricelli e apresentadora do Programa Personalidades (TV Destaque da Net Guarulhos)
Debate:
Sou a favor de o apresentador comentar as matérias, não vejo problema nisso. Mas, tenho receio pelas piadinhas. Exemplo: na quinta-feira após o Corinthians ser campeão da Copa do Brasil, a apresentadora do SPTV Carla Vilhena falou que o jogador do Internacional parecia um chiuaua (raça de cachorro), pois avançava para cima dos jogadores do Timão, mas não fazia nada. Esses tipos de comentários, em minha opinião, não acrescentam nada para o jornalismo, pois desrespeita os envolvidos.
Agora o programa que mais perdeu em qualidade foi o Globo Esporte, que virou uma espécie de “Pânico na TV”, o esportivo está cheio de brincadeirinhas e piadinhas e, acaba se esquecendo do jornalismo. O excesso de humorismo força a barra e se torna chato.
Pelo visto acabaram a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, mas há um novo critério para a contratação, agora é preciso ser bom humorista. Quem sabe, assim o Tiririca pode ser tornar um mestre do jornalismo.
Bruno Carvalho
Acho que não precisamos ser tão extremistas, radicais. Tudo deve ter um equilíbrio. Lógico que um programa de esporte ao meio dia e um telejornal próprio da hora do almoço pode ter uma linguagem mais flexível, informal, simples (porém não significa chula, simplória). Na questão das ‘piadas’ concordo que na grande maioria das vezes são totalmente desnecessárias e chegam a causar até algum constrangimento, um desconforto para nós, telespectadores.
Agora, sobre o exemplo da apresentadora Carla Vilhena o comentário foi totalmente infeliz e, talvez sem querer (ou não) acabou por demonstrar a preferência da apresentadora. Quanto ao Globo Esporte realmente… Esse novo formato do programa com o Thiago /Leifert/ deixa muito a desejar, eu particularmente não gosto. Preferia o antigo com a Glenda.
O caminho é ser flexível, ter jogo de cintura e saber o momento certo de comentar. Também não vejo problemas em comentários que se atenham ao tema da matéria, ultrapassando esse limite tornam-se desnecessários e constrangedores.
Guilherme Roque
Acredito que, como tudo na vida, as coisas mudam. Com o jornalismo não foi diferente. E quem diria que, o jornalismo duro, engessado, formal – e porque não dizer – chato, da Rede Globo mudou também.
É interessante essa nova fórmula de apresentar os telejornais de maneira mais leve, mais descontraída. É também uma maneira de cativar o telespectador, o que eu acho bastante positivo. Claro que não devemos levar tudo na base da calmaria. Quando é para falar sério, isso deve ser seguido à risca.
Quanto ao Globo Esporte, acredito que a emissora resolveu “chutar o balde” ao colocar esse Thiago Leifert. Para mim foi uma tentativa de conter a audiência do bom e velho Chaves que, segundo dados do Ibope, disputa em pé de igualdade – e muitas vezes chega a ganhar dos noticiários da concorrência.
De fato, esse garoto exagera nas brincadeiras, o que torna o programa chato principalmente para quem não aprecia suas “piadas”. Brincadeira por brincadeira, prefiro mil vezes o Chavinho.
Saudades do grande Léo Batista…
Anderson Gomes
Particularmente não acompanho essas mudanças tão de perto ao ponto de tecer comentários.
Mas, concordo com o Guilherme quando observa que os programas que são exibidos próximos ao meio dia podem ter mais flexibilidade na linguagem. Até porque grande parte dos telespectadores são as donas de casa. Nesse caso, acredito que uma linguagem mais coloquial se faça necessária. Quanto às piadas, acredito que poderiam existir se fosse um programa de entrevistas e não um telejornal ou desde que feitas com moderação.
Agora um que parece ter perdido totalmente a essência é o Fantástico. Está cheio de quadros e quase não traz informações.
Rita Maria
“A falta de interesse pela política entre os jovens”
Quais os males e quais os problemas? Como solucionar esse mal?
Bruno Carvalho estuda jornalismo na Universidade Nove de Julho
Anderson Gomes estuda jornalismo na Universidade Nove de Julho
Maria Emilia estuda jornalismo na Universidade Nove de Julho
Laisi Fernandes estuda jornalismo na Universidade Nove de Julho
Debate:
Sempre tento conversar sobre política com meus amigos, mas sempre escuto o mesmo papo: não gosto de política, só existem políticos sacanas. Quem são esses políticos? Meros representantes da sociedade, ou seja, se existe tanta corrupção é porque eles representam uma conduta que é “aceita” pela sociedade. Uma pesquisa do Movimento Transparência Brasil, aponta que 31% dos jovens, entre 16-24 anos, aceitam vender o voto. Quem pode mudar isso? Os jovens, esses que nasceram em plena era democrática, que podem mudar com o voto e também podem negar a venda do seu direito eleitoral. Como um Sarney continua representando nossa sociedade? Deve ser porque os jovens não sabem que ele apoiava a ditadura ou não sabem o que foi a ditadura. A falta de interesse é o que elege corruptos, “velhos” ligados à ditadura. Uma coisa é certa, se você não gosta, tem quem goste e, gosta do desinteresse, pois é assim que muitos enriqueceram com o dinheiro roubado dos cofres públicos.
Bruno Carvalho
Como comentado anteriormente, não existe por parte dos jovens um interesse genuíno pela política. Melhor, não existe um interesse por parte da sociedade, as pessoas não sabem o que é política e se enganam, redondamente, ao pensarem que a Política é simplesmente uma questão partidária, pela qual se manifestam opiniões e linhas de pensamentos Direitistas ou Esquerdistas.
Fazemos Política diariamente, sem nos darmos conta disso, é óbvio que devido a tantos escândalos, CPIs, corrupções, etc. Fingimos observar só esse tipo de Política.
O brasileiro sofre de uma amnésia crônica, não se lembra quem ele elegeu, o que foi prometido e, principalmente os políticos famigerados que infestam nossas câmeras parlamentares.
Exemplo afrontoso e prova incontestável do que digo foi a reeleição, não sei quantas vezes, do nosso exemplar corrupto de plantão, Paulo Maluf, com sua célebre frase: “Estupra mas, não mata!”
Convenhamos, enquanto à sociedade for capaz de manter no poder pessoas dessa índole, aceitar os “Robertos Jeffersons” da vida, compactuar com o exemplo vergonhoso dos senadores no caso Renan Calheiros, enfim, enquanto esses males sórdidos não forem eliminados, punidos pela horrenda representação que fazem, não haverá Boa Política que sobreviva.
Conhecer os direitos, exercer-los e combater essa enorme rede de corrupção serão o primeiro passo para fazer com que os representantes nos RESPEITEM como cidadãos, pagadores de impostos capazes de exercer nossos direitos e deveres e, lembrarem que estão lá porque nós os colocamos e temos poder de influenciar suas saídas de acordo com uma boa manifestação popular, tomemos de exemplo a época do presidente deposto, Collor.
Deve-se começar a pensar, refletir, polemizar, enxergar os fatos invisíveis e, parar de se deixar subjugar.
Laisi Fernandes
O que há na verdade é um desconhecimento do que quer dizer política em seu caráter genérico. Todos estão acostumados a enxergá-la apenas como um bando de “senhores de cabelos brancos e barrigas protuberantes” que detém o “poder” de mandar e desmandar no curso do nosso país, conforme seu bel-prazer.
O que, de certa forma, não deixa de ser uma verdade. Os deputados, vereadores, senadores, prefeitos, governadores e o próprio presidente ganham muito dinheiro para o pouco trabalho que realizam, sem falar que esse trabalho, na maioria das vezes, deixa muito a desejar. Isso desmotiva uma parcela considerável da população a se interessar pela política.
É claro que, nós, estudantes, carregamos um ímpeto de justiça, aquele anseio por mudança, o que sem dúvida, aguça nosso desejo por debate, por confronto de idéias, por soluções para os problemas que assolam a sociedade. É um sentimento bastante pungente. O que não quer dizer que seja uma exclusividade dos estudantes o fascínio pela política e por mudanças nessa estrutura.
O que as pessoas devem ter consciência é que política vai muito mais além de Brasília. Está em nossa casa, nas ruas, no trabalho, na escola, onde quer que estejamos, ela está presente.
Mas, de fato, se não fôssemos testemunhas de tantos escândalos, CPIs, corrupções, jogos de cartas marcadas, e daí por diante, o interesse seria muito maior e o bom e velho ditado “Política não se discute”, não seria uma resposta curta e grossa que está sempre na ponta da língua da maioria dos cidadãos.
Anderson Gomes
Concordo com o Anderson e a Laisi, mas vocês não acham que os jovens deveriam ter vontade de mudar essa política “suja”? Os jovens se comportam como velhos, pois aceitam que isso não tem como mudar. Cadê o anseio de mudança por partes dos jovens?
Bruno Carvalho
O problema todo, em minha opinião, é que política não faz parte do diálogo entre as famílias.
A descrença nos políticos que na verdade representam aos seus interesses particulares ao invés de serem representantes éticos e responsáveis pelos interesses da população, a violência e o desemprego crescente, desestimulam principalmente aos jovens.
Preferem ir ao shopping, lugar com segurança e lazer gratuito.
Talvez debates em sala de aula formassem uma consciência ideológica de transformações e interesse em partidos ou movimentos sociais entre os jovens.
Maria Emilia
Manhãs que não voltam mais
Lembranças de um brasileiro que nos ensinou o patriotismo
por BRUNO CARVALHOSenti saudade, mexi em um velho baú, encontrei revistas com datas de 1994. Ano inesquecível, que marcou por um dia sombrio, aquele gelado primeiro de maio.
Como era de costume da maioria dos brasileiros, o domingo amanhecia com as TVs sintonizadas nas corridas de Fórmula 1. Aquilo era mais que uma prova de automobilismo, na verdade, representava a bravura de um povo, a determinação de um campeão aumentava a auto-estima de um povo que tinha poucos motivos para se orgulhar.
A cada pódio, a bandeira era erguida de forma patriótica e, assim crescia uma juventude impulsionada com o exemplo de um vencedor, que com o “carro dos sonhos” da Willians prometia que seria mais um ano de festa.
Embalado pela vontade de vencer, vinha o nosso campeão na frente a uns 300 quilômetros por hora, parecia que iria ser mais um dia de festa, hino nacional e champanhe. Mas, o destino quis diferente, no final de uma reta, o carro não obedeceu, optou seguir reto e bater no muro. Lembro-me como se fosse hoje, a voz do Galvão Bueno: “Senna bateu forte…”
A partir desse momento um silêncio surgiu, ambulância na pista, helicóptero. Tristeza! Partiu um brasileiro, silenciou uma pátria. Um filme que preferia não ter assistido.
Os domingos não foram mais os mesmos, automobilismo nunca mais teve a mesma graça. O Hino da Vitória nunca mais tocou com a mesma energia. “Morreu Ayrton Senna da Silva, uma notícia que nunca gostaria de dar”, entoou Roberto Cabrini com a voz embargada.
Jornalistas contam sobre os bastidores do esporte
Como em um programa de mesa redonda
Por BRUNO CARVALHO
Hoje (11/11), os jornalistas Alexandre Praetzel, da Rádio Bandeirantes, e Fábio Seixas, da Folha de São Paulo, palestraram sobre jornalismo esportivo. O evento faz parte da programação da Semana da Comunicação, organizado pela UNINOVE.
Com um público que não chegava a 30 alunos, os palestrantes contaram sobre suas experiências na profissão, como conseguiram espaço nos meios de comunicação e responderam a perguntas.
Seixas, que cobria a Fórmula 1, falou sobre a antipatia que Rubens Barrichello tem por ele, não entende como surgiu, desda primeira pergunta que fez para o piloto, sempre foi tratado com desdém. Já Alexandre, que uma vez foi convidado pelo Internacional para fazer assessoria de imprensa, contou que gostaram do projeto que tinha formulado, mas não foi contratado porque queria autonomia para mandar os jogadores para as entrevistas, sempre que julgasse necessário. Os diretores do clube não gostaram da imposição.
A palestra durou cerca de duas horas, que foi de grande proveito para aqueles que compareceram, pois os depoimentos dos dois ajudaram aos alunos a ter uma idéia de como funciona o mercado de trabalho.
Durante toda a semana farei a cobertura das palestras e oficinas.
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